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A história dos hinários no Brasil

Sarah Poulton Kalley (1825-1907), missionária da Inglaterra, foi responsável por organizar e publicar o primeiro hinário evangélico brasileiro, Salmos e Hinos, Músicas Sacras, em novembro de 1861, na Igreja Evangélica Fluminense. Este hinário foi utilizado por muitas denominações, e é difícil calcular quão grande é sua importância na história da igreja protestante do Brasil.

O primeiro lançamento de Salmos e Hinos consistiu apenas das letras dos hinos; no segundo hinário, publicado em 1968, foram adicionadas as partituras. Sarah incluiu músicas de sua própria autoria, músicas escritas com o seu esposo, e também músicas de outros autores, como John e Charles Wesley, completando cerca de 200 títulos.

Estes foram os primeiros hinários denominacionais publicados (ordenados por data):
  • Igreja Presbiteriana: Hinário Cânticos Sagrados – publicado em 1867.
  • Igreja Batista: Cantor Cristão – publicado em 1891.
  • Igreja Metodista do Brasil: Manual de Doutrina e Culto na Igreja Metodista Episcopal – publicado em 1899
  • Igreja Adventista: Cantai ao Senhor (só as letras) – publicado em 1914; Hinário Adventista (com letras e música) – publicado em 1933.
  • Igreja Evangélica Luterana do Brasil: Hinos e Orações – publicado em 1920.
  • Igreja Assembleia de Deus: Harpa Cristã – publicada em 1922 (primeira edição)
  • Congregação Cristã no Brasil: Hinário 1 – publicado em 1928.

Por mais de 150 anos, a Igreja Brasileira criou seus próprios hinários. Vivenciamos o árduo trabalho de contatar os autores das músicas e pedir permissão para que pudéssemos incluí-las em nossos hinários. Desta maneira, demonstramos respeito pelos direitos autorais e também remuneramos os autores por suas permissões. A cada hinário adquirido pelas igrejas, o valor dos Direitos Autorais já vinha incluso e repassado aos autores.

Com os avanços na tecnologia, nossas igrejas agora conseguem criar seu próprio material para ser utilizado durante o período de louvor nos cultos. No entanto, o processo de entrar em contato com cada um dos autores, receber autorizações e pagar os “royalties” devidos se tornou um processo muito mais complicado, diante da grande diversidade de autores e inacessibilidade a muitos deles.

Por isto, a CCLI organiza as informações dos autores e das músicas, e também assessora toda a parte burocrática para que nossas igrejas possam produzir material de acordo com a lei a um custo acessível.

 



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